29. ago, 2017

MACACO QUER CHUMBO

 

       (Agenor Santos)

 

Macaco que muito pula quer chumbo. Um adágio popular que tem muito   a ver com o comportamento reincidente dos nossos governantes na história do nosso país. A maioria dos políticos  perdeu a decência, o respeito por si mesmos em cumprir a missão de bem representar o povo brasileiro. Estamos decepcionados com as atitudes  nada republicanas dos autores e atores, que não têm a mínima cerimônia e o respeito em legislar em causa própria ou de grupo.

 

Como sabemos, não existe nenhum outro país no planeta Terra  com  super- salários e mordomias comparados ao  nosso pobre Brasil. E mesmo assim,  muitos se dão ao direito de querer mais, de se blindarem para fugir à lei. O que temos acompanhado de violência contra os trabalhadores públicos e privados, em nome  da chamada travessia da crise  econômica, é maldade pura. Enquanto isso, a politicagem engrossa seus tentáculos com  as  falsas  reformas. A  lei eleitoral passou a ser prioridade, com lista fechada e distritão,  para assegurar a reeleição dos espertos parlamentares  em 2018.  Tudo pode ser ilusão. É possível uma bala no pé, se considerarmos que o chamado curral eleitoral está com os dias contados. A mídia alternativa popular já começou a orquestrar e cantarolar os nomes a serem descartados no próximo pleito.

 

A velha política oligárquica precisa ser banida em definitivo. A era do atraso, do posso e mando, retrata claramente a pobreza e a miséria dos nossos irmãos vítimas da mesmice de gestão. São políticos que pulam ou mudam de partidos como   trocam  de camisa. É como se fossem macacos  que pulam de galho em galho, uma realidade natural dos primatas, que não pode, nem deve ser imitada  por humanos. A comparação tem  sentido figurado. O que podemos prever é que, numa questão de tempo, o eleitorado  estará preparado para nas urnas depositar,  consciente, sem balas, apenas o voto decisivo para renovar. Será uma demonstração inequívoca aos devedores da vontade do povo, dos seus direitos contrariados. O nosso voto é nossa lei. É bom que fique bem claro, não estamos preocupados com sigla  partidária. Queremos, sim, candidatos com bons currículos e honradez, que possam de fato nos representar bem, dentro e fora do país.

 

Mas esse sonho só pode ser alcançado com mudanças gerais nos Três Poderes. Se o sistema está bichado, precisa mudar cabeça e corpo para revitalizar a nossa jovem e já deformada Constituição.  Não vamos esquecer do adágio popular: macaco que muito pula quer chumbo, num sentido figurado, aos políticos pula-pulas de siglas partidárias.  Como sempre, o objetivo é o espaço para priorizar seus projetos pessoais, ignorando o coletivo, para o qual foram eleitos.

 

“Se queremos um país decente, vamos sepultar todos os indolentes”

                                           (Agenor Santos)