13. ago, 2016

PERDER OU VENCER FAZ PARTE DO JOGO!

 

 

 

                       (Agenor Santos)

 

Perder ou vencer faz parte do jogo! Uma compreensão que todos deveriam ter. Mas o apego cega a realidade não só no jogo esportivo, como também no inconformismo com a perda do ente querido. Quantos choram e lamentam pelo ocorrido. Não aceitam nem a única verdade da natureza: do nascer e morrer. As vezes o egoísmo do homem é tão exagerado que busca para si a hegemonia do invencível. Não admitindo ser contrariado  nos seus pensamentos e ações.

 

É um equívoco imperdoável constatado no mundo das competições, sejam esportivas, políticas partidárias e sindicais. Ninguém admite o óbvio: Perder. Lutar para vencer todos querem  mas se assim fosse, não teríamos perdedores. É preciso entender, aquele que aprende a subir os degraus da vida, um dia vai ter que aprender a descer. Esse convencimento precisa ser assimilado para evitar conflitos físicos e ideológicos desnecessários. Os efeitos da Olimpíada do Rio, dos pró e contra têm arranhado a imagem do evento. No jogo da política partidária não é diferente. A grande maioria que elegeu a presidente Dilma Rousseff agora pede seu impedimento e a cassação do ex-presidente da Câmara deputado Eduardo Cunha. Ambos negam as acusações e dizem não abrir mão dos seus mandatos por terem sido eleitos legitimamente.

 

No esporte os antes considerados invencíveis no futebol é uma prova cabal que as coisas  não são para sempre.  A Seleção brasileira foi criticada pela grande mídia pelo fraco rendimento sem levar em consideração o sistema tático dos adversários e o  exíguo tempo de treinamento dos jovens jogadores da verde amarelo. O jogo bem jogado não é só vencer, mas saber admitir o resultado e mostrar que o mais importante é o espírito do bom combate. Ouvi inúmeras vezes um político dizer: Se gritar resolvesse porco não morria.

 

É assim na vida. Tudo tem seu dia e seu tempo de perdas e ganhos. Em qualquer competição nem sempre é possível vencer. A história atual nos mostra as consequências negativas de gestores que foram eleitos mas não corresponderam.  Ainda bem que, num processo democrático é imperativo a alternância de Poder. Logo, perder ou vencer faz parte do jogo! E a Democracia agradece. Os exemplos citados reforçam a dissertativa crítica.

 

 

Agenor Boaventura dos Santos/Pedagogo/

Pós-graduado em Docência Superior/Poeta.

 

E-mail: aggenor@hotmail.com