28. fev, 2016

TRABALHO NO CAMPO - Poesia de Maria Antonieta Camargo Amarante

 

Uma roupa velha trajando

e um gasto chapéu de palha

lá está ele trabalhando

todo dia no campo, não falha.

 

De sol tem o rosto queimado

um sorriso sempre presente

guia o cavalo que puxa o arado

e no sulco, deposita a semente.

 

Mostra a mão calejada

de anos e anos de labuta

com a pá ou com a enxada

tirando o sustento da terra bruta.

 

Acompanha a planta se desenvolver

pede a Deus sol e chuva na medida

e não esquece de agradecer

satisfeito, ao ver a safra colhida.

 

Trata a Natureza com ternura

pois é sua grande riqueza

preserva a nascente de água pura

pensando no futuro, com certeza.

É livre esse trabalhador

que todo dia moureja.

Ganha a vida com esforço e suor

mas o homem urbano ele não inveja.                           

 

 

Graduada em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal do Paraná e Lingua Inglesa pelo Centro Cultural Brasil/Estados Unidos.