3. dez, 2015

CAIXA DE RESSONÂNCIA DEMOCRÁTICA - Crônica: Agenor Santos

 

A caixa de ressonância democrática precisa voltar às ruas. O que estamos assistindo perplexos dos nossos representantes, exige uma tomada de posição, a evitar mais estragos com recessão, desemprego e sucateamento dos órgãos públicos e privados. Os brasileiros precisam voltar a governar de fato, para pôr o país nos trilhos do desenvolvimento. É preciso fazer valer a nossa força e consciência do que queremos. Não podemos admitir que o nosso grande país em todos os sentidos, se debruce numa política terceiro-mundista.

 

É inadmissível e chega ao ridículo o despudor de alguns políticos em se blindarem para não serem responsabilizados e punidos por ilícitos. Enquanto isso, a crise se agrava com aprofundamento imprevisível. É a nossa vez de reescrever democraticamente, a exigir que providências sejam tomadas para reverter o atual grau de insustentabilidade econômica,  política e social. Recebemos uma mensagem de Pinóquio, dizendo-se muito aborrecido do uso do seu personagem, exageradamente utilizado por políticos brasileiros. Se Pinóquio tem razão de reclamar, é sinal que se preocupa em perder seu trono, posto de maior mentiroso do mundo. O certo é que nós brasileiros estamos cheios de ouvir mentiras já bastante conhecidas. Com mentiras ou não precisamos de uma solução e sair do vexatório rebaixamento de graus e degraus na conjuntura nacional e internacional.

 

A opção é ir às ruas com a bandeira verde e amarela e cantar o Hino Nacional  de Norte a Sul, e gritar alto e bom som pedindo que os responsáveis pela crise sejam responsabilizados e condenados. O sistema democrático emana do povo e para o povo. Portanto, vamos em frente para justificar o que a Constituição nos garante, mostrando nosso poder de fazer acontecer. Renúncia tem sido a ordem do dia dos brasileiros. Tomar uma atitude dessa natureza, requer muita consciência e amor pela Pátria diante dos  problemas adversos gravíssimos. Podemos exemplificar: o ex-presidente Jânio da Silva Quadros, o homem da vassoura, que se elegeu com expressiva maioria e alto índice de popularidade. Mas não hesitou em renunciar em  virtude de pressões ocultas, segundo suas palavras. Uma atitude coerente, evitando confrontos entre as instituições. O que podemos chamar de muita coerência e amor à Nação.

 

É hora de pôr a mão na consciência e tomar uma atitude coerente. Uma iniciativa de grandeza tão esperada pelos brasileiros, principalmente pelo grande contingente de trabalhadores em dificuldades com seus familiares.

 

 

Agenor Boaventura dos Santos

Pós-graduação  em Docência

Superior/Poeta.

 

aggenor@hotmail.com