20. nov, 2015

SOS, UM GIGANTE EM AGONIA - Crônica: Agenor Santos

 

Um gigante em agonia pede socorro para não sucumbir. Tem sido vítima de traição daqueles que deveriam zelar pela sua saúde; agiram covardemente sugando o seu sangue como verdadeiros vampiros. Se não houver nenhuma providência das autoridades, se despindo da vaidade, o sofrimento tende a se agravar. Não queremos que o pior possa ocorrer sem alternativas viáveis para curá-lo dessa profunda sangria.

 

Estamos acompanhando todo desenrolar das providências das instituições no combate aos ilícitos, embora havendo aparelhamento para influenciar nas decisões policial e judicial. O povo não vai tolerar um resultado sem a devida lisura nos julgamentos dos possíveis culpados. Afinal, somos mais de 204 milhões de brasileiros, todos sofrendo as consequências da má gestão e ilícitos. Temos milhões que perderam seus empregos, faculdades, suas casas, enfim, perderam  a sua dignidade. A impressão que temos diante da grave realidade do Gigante em Agonia é que, os mandatários querem resolver o problema com falácias. A imprensa divulgou recentemente  que o  governo vai investir   50 milhões  de  reais em publicidade para conscientizar e persuadir que todos devem somar para tirar o Gigante da agonia. Teoricamente seria  uma ação correta, mas há reincidências de promessas não cumpridas reforçando a falta de credibilidade.

 

A intenção de apostar na publicidade é contraditória, considerando-se que o governo não dispõe de dinheiro para fechar as contas e pretende fazer gasto com publicidade. Se há  de fato interesse na saúde do nosso Gigante, que a justiça seja feita, em contenção de gastos, que todos os envolvidos em ilícitos sejam punidos na forma da lei, com o respectivo ressarcimento do sangue do Gigante, para que o mesmo possa voltar a viver saudável.

 

Enquanto isso, S.O.S, Um Gigante em Agonia continua a espera de salvação. Ele, não pode sucumbir, e a nossa consciência nos conforta que não deveremos perder a esperança de dias melhores com a erradicação dos malfeitores através do rigor das leis. Do filósofo irlandês Edmund Burke (1730 a 1797): “Para que o mal  triunfe, basta que os homens de bem nada façam”.

 

A frase “chegará o dia em que o homem terá vergonha de ser honesto”,  de Rui Barbosa, mesmo sendo a minoria se confirma nos dias atuais, mas que precisa responder por seus atos, a servir de exemplo àqueles que pensam fazer o mesmo  acreditando na impunidade. Mas os homens de bem nas instituições democráticas suplantam qualquer ideologia partidária no cumprimento das leis.

 

Agenor Boaventura dos Santos/Pedagogo/Pós-graduação em Docência Superior/Poeta.