FORO ESPECIAL

 

A Lei nº 10.268 elaborada em 2003 e publicada em 2004, foi acordada na transição governamental entre Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva. Tem o objetivo de proteger políticos no exercício dos seus mandatos, supostamente envolvidos em ilícitos sem provas. O resultado dessa receita ainda perdura como escudo de defesa dos agentes inocentes que desviam recursos públicos, e não se importando com quem morre de fome. 

 

MOROSIDADE. Os que defendem o Foro Especial, apostam na prescrição e, consequentemente, no arquivamento do processo por decurso de prazo. Os acusados e indiciados acreditam nas leis benevolentes que servem de estimulo a acreditarem que jamais serão condenados. Mas com a pressão da sociedade, os Três Poderes resolveram dar novo entendimento para condenar, mas com ressalvas de somente responderem durante o exercício das suas funções parlamentares.  As mudanças ocorrem sempre com o olhar de desconfiança da sociedade.  O STF, a Suprema Corte, guardiã da Constituição, composta de juízes que na sua maioria claudicam, infelizmente, na defesa dos direitos e deveres dos cidadãos. Às vezes, contrariando sua própria decisão anterior. Há muitos defensores do Foro Especial que têm consciência da morosidade da Justiça, e apostam na prescrição do processo por decurso de prazo. Se a justificativa é o excesso de processos e têm que seguir a pauta, os julgadores deveriam priorizar os detentores do Foro Especial. Com certeza não haveria a preferência ao STF, do as supostos envolvidos com ilícitos.

 

INTERPRETAÇÕES. Quais as razões que levam a interpretações diversas num mesmo processo? O mundo jurídico que acompanha e julga também com base nas leis subjetivas e dúbias, induzindo a erros. Que os nossos legisladores possam focar mais em leis robustas, transparentes e condizentes com a realidade do país. Retroceder às conquistas não faz nenhum sentido àqueles que sempre lutaram pelo desenvolvimento do país e o bem-estar de todos os brasileiros, mesmo sem Foro Especial.

 

Se assim fosse, todos engajados com um só propósito, o Foro Especial seria desnecessário às personalidades dos Três Poderes no desempenho das suas funções. Há quem defenda as velhas práticas do passado, como a flexibilização de mais recursos para as próximas eleições, e o retorno com outra linguagem em direção ao caixa 2.

 

Portanto, tentar justificar a necessidade de mais recursos porque teremos mais candidatos, o que é inegável, porém, grande número de municípios centenários são verdadeiros vilarejos e não têm independência econômica e financeira para pagamento de salários de prefeitos, vereadores e funcionários. A politicagem,  apesar de ser imoral,  não se dá por vencida, e  insiste no jogo perigoso econdenável.                                                                                                                                     

 

A inteligência bem lapidada, supera qualquer obstáculo.

                        (Fragmento Ateniense)

 

POESIA DO AGENOR SANTOS

COMPARTILHAR

 

A expressão compartilhar

É bastante usual

Sem contato real

Apenas virtual

Uma dinâmica universal

Proporcionada pela internet

Ferramenta cibernética

Da ciência e tecnologia

Que alavanca a modernidade

Em rítmo acelerado

Para o consumo desenfreado

Dos incautos usuários

A utilizar sem questionar

Aparelhos sofisticados

Para se comunicar com familiares

Distante do lar para compartilhar

Uma perda lamentável

Do olhar e abraçar

O indispensável contato

Para a efetividade

Uma prática social saudável

Da família tradicional

De partilhar sem hesitar

No aconchego do lar.

 

 

Agenor Boaventura dos Santos/Psdagogo/Pós-graduação em Docência Superior/Poeta

O TEU LINDO SORRISO - POESIA DE AGENOR SANTOS

O teu lindo sorriso

Toca no meu ego

Que me deixa

Louco de amor

O meu pensamento

Concentra-se sempre

Nesse rosto alegre 

Que me encanta

E mexe com meu coração

Quando te vejo

Sinto uma emoção

Impressionante sem explicação

Tu és a pessoa perfeia

Que nasceu para me fazer feliz

Neste mundo de intrigas

Não sei o que fazer

 

Para merecer você

Que tanto desejo

Tenho esperança

Que um dia

No caminhar da vida

Possamos ser felizes

Desculpe-me a ousadia

Mas se for preciso

Quero morrer de alegria nos teus braços

Como prova do meu querer

Olhando o teu lindo sorriso

Até o meu último suspiro.

POESIA

 

UMA LÁGRIMA

 

Lágrima pequenina

que por minha face rolou

delicada e fina

toda alegria apagou.

 

Como pode gota tão pura

conter tanta mágoa e fel

intensa dor e amargura

de um destino cruel?

 

MARIA ANTONIETA CAMARGO AMARANTE

Formada em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal do Paraná. Graduada em Língua Inglesa pelo Centro Cultural Brasil/Estados Unidos.

 

 

 

POESIA - DECISÃO - AGENOR SANTOS

Decisão pensada

Minuciosamente estudada

Buscando acertar

Para melhorar 

Atitude equivocada e perigosa

Como uma nau a deriva

No alto mar

Os tripulantes e passageiros

Sem saber onde ancorar

Por um final feliz

A nau terrestre 

Enfrenta momentos

De turbulência 

Que requer competência

Dos seus dirigentes

Com decisões pertinentes 

No combate a resistência

Inundado de divergências

Aos problemas existentes

De um País em sofrimento.

    

 

Agenor Boaventura dos Santos-Pedagogo-Pós-graduação em Docência Superior/Poeta.

CRÔNICA

SETE DE SETEMBRO

 

Eu devia ter uns doze anos de idade.

Era fim de agosto e no colégio onde estudava, na pequena cidade do interior de Santa Catarina, havia a tradição do desfile de sete de setembro. Por esses dias as irmãs da Sagrada Família, mantenedoras e professoras do colégio, tinham a preocupação de levar os alunos e professores para as ruas adjacentes a fim de ensaiarem a marcha para a data nacional.

Havia grandes preparativos e não podíamos fazer feio. Ninguém podia desfilar com passo errado.

O uniforme das meninas consistia de uma saia azul-marinho, pregueada, blusa branca, meias brancas e sapatos pretos. Na cabeça uma boina da mesma cor da saia e luvas brancas completavam o traje de gala. Para mim, essa indumentária era um luxo. Vovó fez um par de luvas de crochet que eu ostentava com a faceirice e vaidade pré-adolescentes.  

Nos dias de ensaio eu chegava em casa para o almoço cansada pelo esforço da marcha, suada, com fome, os sapatos cheios de pó, pois as ruas não eram asfaltadas, mas me sentia muito feliz. Um sentimento de importância me transformava. Me sentia parte da grande massa chamada povo, que um dia levaria este grande país a ser reconhecido no mundo. Meus sonhos de menina eram bastante ingênuos.

Um orgulho enorme tomava conta de mim ao cantar o hino nacional, perfilada, mão sobre o coração, olhos postos na bandeira.

Quando acontecia de chover nessa data festiva, o desfile era cancelado. Uma decepção só! O uniforme caprichosamente passado e engomado, meu entusiasmo e orgulho de desfilar ficavam, então, adiados por um ano inteiro, até o próximo sete de setembro.

O sentimento patriótico ainda permanece em mim, mas o ideal de um país econômica e moralmente forte, faz tempo que vem minguando. Desde jovem acreditava que uma nação onde se prioriza a educação, a ciência, teria tudo para se tornar uma grande potência.

Muitos anos se passaram e não vi isso acontecer. Já estou na terceira idade  e esse sonho cada vez mais se distancia de mim...

Para minha decepção, o que vejo hoje é um total descalabro que começa lá no alto com a classe dominante e se estende até a base da pirâmide.

O sete de setembro parece ter perdido a importância. Os desfiles estão cada vez mais simplificados. Pouco público ainda se interessa por eles. Hoje são palco de manifestações e a bandeira do Brasil quase nem aparece em meio às bandeiras vermelhas e cartazes com reivindicações.

O nacionalismo sadio, o orgulho de pertencer a este enorme país, a fé no futuro...onde estão? Será que foram se perdendo ao longo dos anos ou ainda há alguma esperança de reencontrá-los?

 

Maria Antonieta Camargo Amarante - Formada em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal do Paraná.  Graduada em Língua Inglesa pelo Centro Cultural Brasil/Estados Unidos.

UMA AMEAÇA, PARA INTIMIDAR - artigo: AGENOR SANTOS

O presidente da CUT-Central Única dos Trabalhadores, aliado do Planalto, Lula e PT, desrespeitou a maioria, hoje, dos brasileiros, 93% descontentes e arrependidos de terem acreditados nos seus discursos, da candidata Dilma Rousseff pela reeleição, com suas promessas e ocultando a verdade sobre os sérios problemas ainda da sua primeira gestão. Em plena campanha negava  as acusações dos opositores e afirmou que jamais  prejudicaria os trabalhadores, que não mediria esforços para fazer o melhor pelo Brasil, os meus opositores querem denegrir minha imagem e meu governo. Mas o povo sabe que no meu governo não tem espaço para corrupção, doa em que doer, o meu governo é transparente e honesto. Palavras truncadas da presidente.

 

Tudo  após as eleições foi confirmado, que não passou de falácia, e a negativa da candidata Dilma sobre as acusações estão sendo confirmadas, o que provocou uma insatisfação da maioria, hoje, dos eleitores se sentindo traídos, porque o que prometeu não fazer está fazendo, recorreu ao ajuste fiscal, aumentou a carga tributária, a grande escalada do desemprego, corte das verbas da Educação, da Saúde, Habitação, aumento das tarifas de água , luz etc. Há uma grande contradição de raciocínio lógico em relação ao desestímulo dos investimentos que contribuem para a baixa arrecadação dos tributos, que dificulta mais o equilíbrio das Receitas e Despesas dos cofres públicos e privados. Voltando para a ameaça, para intimidar, do presidente da CUT, que conclamou a companheirada para defender o mandato da presidente Dilma, a ir para as ruas de armas na mão, uma atitude irresponsável, que deixou todos que assistiram e ouviram a ameaça desse cidadão, não entenderam bem o porquê do comportamento  não ter sido repreendido mesmo que educadamente, nem pela presidente e tampouco por assessores,  considerando a postura antidemacrática; uma oportunidade que não deveria passar em branco diante da  maior autoridade do país, a presidente Dilma Rousseff, mesmo assim, não acreditamos que o posicionamento da CUT, através do seu presidente fosse do conhecimento dos organizadores do evento; o que seria uma demonstração de desespero com  a ressonância das ruas dos movimentos reforçarem o tão alardea do impeachment.

 

A insatisfação é gigantesca com a atual situação delicada que passamos, que mesmo diante da ameaça de confronto nas ruas, apesar de muitas famílias temendo essa possibilidade deixaram de ir aos movimentos, mas que mesmo assim, não chegou a intimidar e enfraquecer os protestos do dia 16/08/15. A crise vivenciada de turbulência política, econômica e social é muito grave, motivados por erros de gestão, e mais, a corrupção quase que generalizada nunca vista no Brasil, e graças as instituições que vêm se comportando com independência, como a PF-Polícia Federal, Ministério Público Federal  e a Procuradoria Geral da República cumprindo com a lei sem privilégio. O povo brasileiro espera que o STF-Supremo Tribunal Federal não se apequene e faça a justiça prevalecer. O momento é propício para fazer uma limpeza na sujeira estabelecida no nosso amado Brasil tão sofrido.

 

Portanto, a nossa esperança permanece, que haveremos de encontrar o caminho para sairmos deste labirinto de gestão e, respirar um ambiente sem traumas, saudável para vivermos com nossas famílias. Tudo vai depender das nossas instituições democráticas  compostas de homens de ilibadas honestidade, moral e ética.

 

 

Agenor Boaventura dos Santos/Pedagogo/Pós-graduação em Docência Superior/Poeta.

 

FRUSTRAÇÃO DE UM JOVEM -Conto: Agenor Santos

Um jovem de nome Augusto Lima Prado, nascido em 20/04/41, em Recife-PE, filho de Maria Lima Prado e José Maria Prado, que desde a tenra idade já despertando interesse em seguir as Forças Armadas; tinha o hábito de imitar os saldados, marchando fazendo os movimentos pra frente, direita, esquerda e a tradicional continência em respeito ao superior. Augusto logo que foi pra escola, e ficando entusiasmado com o desfile tradicional que reunindo centenas de crianças todos anos, era o mais entusiasmado se sentindo realizado, desfilando como gente grande, chamando a atenção do público que o aplaudiam bastante;  Augusto impressionando a todos, por ser tão pequeno e aplicado desfilando.

Augusto ao atingir (18) dezoito anos, como qualquer jovem alistando-se no Serviço Militar e ficando na expectativa de sua convocação para seguir a tão sonhada carreira. O jovem era tão focado pelas Armas fazendo também o Curso Asas do Brasil(Aeronáutica) para Sargento, e o exame para Aprendiz de Marinheiro, tendo sido aprovado, ficando no aguardo do dia para viajar para a Escola de Aprendizes de Marinheiro, em Fortaleza-CE; o jovem ia costumeiramente na Capitania dos Portos, para saber quando seria o dia do embarque , sem contudo ter uma resposta positiva. Enquanto isso aguardava a sua convocação para o Exército; chegando o grande dia, levantando cedo e preparando-se cuidando do visual, escolhendo a melhor roupa, querendo se apresentar bem; após fazer os exames, foi considerado "Incapaz Definitivamente Não Podendo Exercer Funções MIlitares"; o jovem ficou surpreso e desapontado por não ter nenhum defeito físico e nem mental, mesmo não tendo se apresentado na primeira convocação não era motivo para radicalização.

Augusto sentiu uma profunda frustração por não ter realizado  o seu sonho,  o Exército, e logo foi até a Capitania dos Portos, saber do embarque para Fortaleza,  e o Sargento fez a pergunta que já tinha feito a outros jovens: já se apresentou ao Exército? a resposta foi sim, mas não fiquei; o Sargento concluiu, vocês são tolos, se referindo aos demais jovens que não deveriam se apresentar a outra instituição, sendo assim, não tem como seguir a carreira da Marinha de Guerra do Brasil, infelizmente, mas  essa é a realidade.

O jovem Augusto não estava acreditando que o seu sonho de criança lhe trouxesse tanta frustração; fez uma carta e enviou ao Diretor do Curso Asas do Brasil, contando o ocorrido, tendo como resposta que lamentavam, mas não podiam fazer nada. Augusto resolver ir morar com uma tia em Belém do Pará, com uma promessa de emprego; eis que ao lê o jornal Folha do Norte, uma matéria seletiva de homens para a Marinha Naval, e Augusto não perdeu tempo e procurando o setor de inscrição e coincidentemente o Sargento responsável era seu conterrâneo, foi uma festa, mas ao pedir os documentos de Augusto, o Sargento não gostou do que viu, o Certificado era negativo, mas o Sargento além de solícito com o conterrâneo deu-lhe esperança, dizendo que ainda havia chance, que se dirigisse ao Exército e contasse a sua situação, que talvez pudesse fazer novos exames, e seguindo o conselho  Augusto recebeu do Exército a esperança, mas que teria que voltar após um ano para novos exames e possivelmente anular o atual Certificado e expedido outro.

Augusto já desanimado começou a trabalhar, namorar e casar com a jovem Maria da Luz; tiveram 3 filhos: João Pedro Prado, Roberta da Luz Prado e Augusto Prado Filho; todos formados e independentes. Apesar da grande frustração de Augusto por não ter o seu sonho realizado nas fileiras, mas muito feliz por ter encontrado uma mulher de raras virtudes.

Augusto embora feliz não esconde seu sentimento, sempre que há uma oportunidade desabafa, questionando por que  que muitos não querem servir e são obrigados? Mesmo que seja por pouco tempo? Enquanto outros que têm vocação são excluidos,  incluindo a si mesmo.

 

Agenor Boaventura dos Santos/Pedagogo/Pós-graduação em Docência Superior/Poeta.

 

UPAON-AÇÚ - ILHA GRANDE - Crônica: Agenor Santos

Upaon-Açu - Ilha Grande, do tupi-guarani, terra de encantos mil, capital Gonçalvina, em homenagem a Gonçalves Dias, um dos maiores poetas do Brasil, com destaque aos poemas "I-Juca-Pirama" e "Os Timbiras" e outros, cantados em versos e prosas, que estimulou as novas gerações a dedicarem-se à literatura e a cultura, proporcionando o surgimento de importantes personalidades de pensadores que contribuiram para o enriquecimento da nossa cultura diversificada e mantida ao longo desses 403 (quatrocentos e três anos) de ostentação do título de "Atenas Brasileira". 

Dentre essas abnegadas personalidades que deixaram um acervo precioso de notoriedade reconhecida nacionalmente, citaremos alguns: Humberto de Campos, Maria Firmina dos Reis, Bandeira Tribuzzi, João Lisboa, Coelho Neto, Aloízio Azevedo, o precursor do Naturalismo brasileiro, Bernardo Coelho de Almeida, Manoel Odorico Mendes, Nascimento Morais Filho, Magalhães de Almeida, Eduardo Ribeiro, Cândido Ribeiro, Henrique Leal, Ubiratan Teixeira, Tarquínio Lopes, João Mohana e Luiz de Morais Rego, etc.

Mais uma geração de alto nível, com referência dos notáveis: Ferreira Gullar, Zé Chagas, Nauro Machado e Jomar Morais. Os novos pensadores: Zé Maria Nascimento, César Teixeira, J. M. Cunha, Herbeth de Jesus Santos, Lima Coelho, Alberico Carneiro, Nonato Buzar, Joaquim Haickel, Joaquim Itapary, Silvana Meneses, Dinacy Correa, Maria Marta, Lúcia Santos, Wanda Cristina, Goreth Pereira, Carlos de Lima, José Carlos Sousa e Silva, José Louzeiro, Laura Amélia Damous, Lino Moreira, Lourival Serejo, Euclides Moreira Neto, Elizeu Cardoso, e Ricardo Leão.

Acredito nas gerações vindouras de preservarem o titulo de ostentação de capital da cultura "Atenas Brasileira", uma dádiva de Deus, que apesar das dificuldades, dos problemas, a nossa juventude jamais abrirá mão de valorizar o nosso patrimônio regado de Realismo e Sentimentalismo, um legado merecedor do mais justo reconhecimento e agradecimentos a esses incansáveis amantes das letras e da nossa riquíssima cultura.

É natural que todo cidadão tenha orgulho de sua terra. Por mais distante e sofrido, o maranhense faz questão de exaltar a sua origem, afirmando: Sou maranhense da gema, ou seja, puro, sem mistura; bote orgulho nisso! Se expressar assim não ofende, que os bons maranhenses continuem com a mesma convicção de amor pela terra berço.

POETA: SONHADOR E REALISTA - Agenor Santos

O poeta se inspira

Levado pela sensibilidade emotiva

De externar verdadeiro sentimento

Falado  escrito e paisagístico

                                                                                                                                 

O poeta disserta

Descreve com maestria

O relevante

Do cotidiano

 

O campo poético é universal

Graças aos vates que brilharam

Na interpretação da imaginação

Ora alegres  ora tristes

 

A poesia tem fonte inesgotável

Na Terra

No Mar

E no Ar

 

O poeta independe ser um vernáculo

Mas que faz da poesia

Um instrumento de magia

A perfurar montanhas de ilusões

 

O poeta não é apenas um sonhador

Também convive com a realidade

É um apaixonado pelo concreto

Pela criação Divina e dos homens

 

O poeta é um iluminado

Pela dádiva de Deus                                                        

A difundir com lucidez

A arte de fazer comover.

                                                                  Este escrito é uma homenagem aos poetas e,

                                                                   especial carinho ao aniversariante neste 

                                                                    10/09, FERREIRA GULLAR, 85.

Agenor Boaventura dos Santos/Pedagogo/Pós-graduação em Docência Superior/Poeta.

 

BRASIL, HAJA CORAÇÃO - POESIA: Agenor Santos

Nação pujante

Gigante em extensão

Que desperta ambição

Dos vilões de plantão

 

Tuas riquezas

Orgulho dos brasileiros

Bandeira multicolorida

Verde  amarelo  azul e branco

 

Com frase positivista "Ordem e Progresso"

Ora em descompasso

Com o povão dessa Nação

Vítima da usurpação 

Brasil, Haja Coração!

 

POESIA

REFUGIADO

 

Mais um a desembarcar

vem sozinho, sem bagagem

chega na praia, vindo do mar 

traz somente sonho e coragem.

 

Enfrentou perigos da maresia

ondas gigantes em bote inflável

sentiu frio e fome na travessia

em viagem incerta e instável.

 

Deixa pátria, família, amigo

é recebido com suspeita

não encontra nada, nem abrigo

a população local o rejeita.

 

Jovem, velho, mulher, criança

não tem mais pra onde ir 

veio cheio de esperança

mas é só mais um pra dividir.

 

 

Formada em Letras Português/Inglês pela Universidade Federal do Paraná

e Graduada em Língua Inglesa pelo Centro Cultural Brasil/Estados Unidos.